Barómetro FOOD 2026: hábitos alimentares dos portugueses
2 de Novembro, 2026
Reduziu as idas a restaurantes no último ano? Não está sozinho. O Barómetro FOOD 2026 analisa os hábitos alimentares dos portugueses e mostra que o aumento do custo de vida está a condicionar as refeições fora de casa: 85% dos trabalhadores inquiridos em Portugal reduziram as visitas a restaurantes nos últimos 12 meses, sendo que para 57% a redução foi significativa e para 28% foi ligeira. Ainda assim, a preocupação com uma alimentação equilibrada mantém-se elevada.
Alimentação saudável: uma prioridade
Nove em cada dez trabalhadores afirmam ter mais atenção à alimentação saudável. A saúde lidera as motivações (97%), seguida do sabor e da diversidade (84%, acima dos 68% registados em 2025) e, com menos peso, das preocupações com os animais e o ambiente (52%).
Esta atenção estende-se também à oferta dos restaurantes: 83% dos trabalhadores esperam refeições mais saudáveis. Em concreto, isso significa mais legumes ou legumes frescos como acompanhamento (93%), informação nutricional clara (63%) e alternativas de cereais integrais (54%).
O que realmente influencia a escolha de um restaurante
A relação qualidade preço é o fator mais referido na escolha de um restaurante, apontado por 85% dos trabalhadores, seguida do preço da refeição (81%) e da proximidade (72%). A oferta saudável também pesa na decisão, sendo referida por 69%.
Desperdício alimentar: uma preocupação partilhada
Não é só o que comemos que importa, é também o que se desperdiça. 98% dos trabalhadores dizem estar preocupados ou um pouco preocupados com o desperdício alimentar e 80% gostariam de saber quais os restaurantes que já tomam medidas para o reduzir.
Entre as práticas mais valorizadas estão a disponibilização de embalagens para levar as sobras (73%), a oferta de porções de diferentes tamanhos (45%) e a reutilização de alimentos ou ingredientes (40%).
O impacto do aumento dos preços
A subida dos preços está a pesar no orçamento: 42% dos trabalhadores destinam mais de 30% do orçamento à alimentação. Este cenário ajuda a explicar a redução das idas a restaurantes nos últimos 12 meses.
Neste contexto, o cartão refeição é reconhecido como um apoio importante: 72% dos trabalhadores dizem que aumenta o montante disponível para alimentação, e 38% afirmam que lhes permite comer melhor e ter uma refeição mais completa e equilibrada. Se o valor do subsídio de alimentação duplicasse, 71% melhorariam a qualidade das suas refeições.
A empresa também tem um papel a desempenhar
88% dos trabalhadores consideram importante que a sua empresa promova ativamente uma alimentação saudável e sustentável, sendo este um fator muito importante para 64%. A responsabilidade pela mudança de hábitos já não está só nas mãos de quem come, está também, cada vez mais, nas mãos de quem emprega.